Pochê, uma tartaruga como você e eu

Na editora onde trabalho decidimos, minhas colegas de departamento e eu, medir o grau de “coração mole” de cada uma pela leitura de um livro infantil, Pochê, A Tartaruga que Viveu a Vida. Quem resistisse derramar uma lágrima ao ler a trajetória da tartaruga Pochê ganharia o troféu “Coração de Pedra”. Foram poucas, duas de seis para ser exata.

Pochê é uma tartaruga que decidiu morar sozinha desde pequena e divide sua casa e seus dias com um amigo, Polegar, que morre logo no começo do livro. Ela fica perdida, sem referências, vivendo uma realidade paralela. Vivendo dentro da sua cabeça.

Acho que a primeira lágrima, para algumas (ops!), veio quando a tartaruga começa a escrever cartas para Polegar e a respondê-las também, escondendo pela casa para um dia encontrá-las e, surpresa!, perceber que ele escreveu e que se preocupa com ela.

Esse é apenas o começo da longa jornada de Pochê para reencontrar sentido na sua vida.

Meu medo é que o livro seja recebido como um “como falar da morte para as crianças”, assim como existem os livros “para filhos que estão enfrentando a separação dos pais”, “para filhos de casais homossexuais” e por aí vai… Pochê é muito mais do que isso.

É uma simples história, a história de uma vida. Ou de como “A” vida tem suas pequenas e grandes tragédias e como vivê-las é uma maneira corajosa de superá-las, e tudo isso descrito com uma beleza e delicadeza incríveis. Fiquei fascinada e surpresa porque o autor, Claude Ponti, geralmente trabalha com o universo da fantasia. E aqui a história é simples, sem árvores gigantes e seres minúsculos. É a vida de uma tartaruga, assim como é a sua e a minha. Como ela é, e como pode ser. Nem mais e nem menos. E… é de chorar.

Serviço:

Pochê, A Tartaruga que Viveu a Vida, de Claude Ponti e Florence Seyvos, Editora WMF Martins Fontes.

 

Luciana Veit escreve às sextas-feiras para a coluna Semaninha.

6 ideias sobre “Pochê, uma tartaruga como você e eu

  1. Olá Luciana… só esse release já tocou meu coração.
    Vou procurar esse livro, é o tipo de leitura que eu gosto, nos faz refletir e sentir.
    Dá um certo conforto saber que há tartarugas buscando respostas.. e Polegares demonstrando afeto através de cartas… como nós.

    Obrigada pela indicação,

    Beijinhos

  2. lu, esse livro deve ser incrível. deu um aperto no meu coração quase de pedra…
    um beijo,
    cintia

  3. Cintia, coração de pedra? Duvido!!! beijos
    ps é incrível mesmo!

  4. Alessandra, obrigada pelo comentário. Tomara que você goste do livro!

-->

Deixe um comentário